Mostrando postagens com marcador licença médica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador licença médica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Rótulos personalizados à escolha



Vai um rótulo aí? =P
Está na moda procurar um médico para tudo. Ao iniciar uma conversa com qualquer pessoa, é quase certo que você vai ouvir pelo menos três diagnósticos recentes. Ficar doente nunca esteve tão na moda: os hospitais e a indústria farmacêutica prosperam a olhos vistos.

Já chegou ao Brasil a última palavra em medicina: o Superdiagnóstico! Mas que fique claro: só fica doente quem tem convênio ou dinheiro para bancar. No mais, continua no interior brasileiro a lenga-lenga da falta de profissionais e trata-se de se sobreviver sem atendimento médico.

Hoje em dia as pessoas não têm mais uma dor de cabeça comum. Podem ter cefaleia em salvas, enxaqueca, dor de cabeça tensional, hemicranias paroxísticas, e por aí vai. Já existem mais de 150 tipos de dor de cabeça! Todo mundo pode ter a sua própria dor de cabeça e se sentir especial.

Também ninguém mais tem problema de coluna. Os problemas cervicais, do tórax e lombares se multiplicaram e se especializaram. Nem tem mais artrite. As artrites hoje são um primor! Eu mesma tenho uma, rara, de condição genética, herdada do meu pai – do jeito que os médicos falam, até parece que você ganhou na loteria. Chama-se Espondilite Anquilosante.

Mas em termos de rótulos, acredito que ninguém ganha da psiquiatria. Duvido que você saia de um consultório psiquiátrico sem um (hehehe)! Dizem que um psiquiatra faz tratamento com outros dois: um psicólogo e um colega! Brincadeiras a parte, hoje em dia ninguém fica triste – diz logo que está deprimido. Este é um terreno obscuro. A Depressão pode ser por causa de uma gravidez, pós-parto, sazonal (inverno), uma distimia (a forma mais grave). Não é uma tristezazinha qualquer. Claro, se quiser, você pode ganhar um rótulo também – basta ir ao psiquiatra mais próximo! Um conto que me diverte sobre o tema “psiquiatria” é um conto do nosso amigo Machado de Assis, chamado O Alienista (pode ser lido e baixado gratuitamente aqui - http://virtualbooks.terra.com.br/freebook/port/download/O%20Alienista.pdf). Outro livro bem legal sobre médicos em geral é o Risite Aguda - um livrinho com piadas sobre o tema - consulte aqui o Buscapé - http://compare.buscape.com.br/risite-aguda-as-melhores-piadas-de-medicos-paulo-tadeu-8587431692.html#precos

Eu chamaria isso de "macaquinhos no sótão"

 source: http://osorrisodadiferenca.weebly.com

O motivo deste texto todo? Ora, hoje em dia ganhamos tantos rótulos que esquecemos que continuamos sendo SERES HUMANOS, e não ratos de laboratório passando por algum experimento! Eu mesma levei muito tempo para me dar conta disto. Comecei tratamento psiquiátrico há 13 anos. No começo, achei que nunca mais teria vida normal: efeitos colaterais dos vários remédios, trocados constantemente; o fato de não poder confiar na própria cabeça algumas vezes - afinal a doença é psiquiátrica, e a descoberta de sintomas que você não percebia que tinha, pelo médico, são coisas que perturbam. Tive diversos diagnósticos por diversos psiquiatras, mas a maioria concorda com Transtorno Afetivo Bipolar Tipo 2, então acredito que eu me trato disso. As dores lombares e cervicais aumentaram (devido a lombalgias, a fibromialgia e à Espondilite Anquilosante), já convivo com a dor no corpo todo há três anos - o Mirtax não faz mais o menor efeito.  Levei muito tempo para acertar um tratamento. Não consegui estudar nem trabalhar neste período de troca-troca de remédios, médicos e diagnósticos. Até que, um dia, me dei conta que não poderia esperar acordar “tratada” em uma bela manhã para começar minha vida. Ela tinha que acontecer, APESAR disto. Não foi fácil, não. Mas deu.

Tive que me adaptar, claro. Não dava para estudar como os outros estudam - diariamente, em uma faculdade, em turma, dormindo pouco. Os remédios psiquiátricos não permitem dormir pouco. Entrei para a primeira turma de EAD da USP (Licenciatura em Ciências), e foi um sucesso - estudava em casa de segunda a sexta e ia para a faculdade aos sábados. Se não tivesse feito as cirurgias estaria ainda lá! Mantenho contato com os colegas pelo Facebook e pretendo prestigiar a formatura deles. (Não é permitido trancar o primeiro ano na USP)

Vou repetir a dose, desta vez no EAD da UAB - tem um curso mais aproximado aos meus interesses. Recomendo a todos que pretendem cursar uma faculdade à distância, a pesquisarem o site da UAB primeiro. Tem no Brasil todo, conta com inúmeros cursos de prestigiadas universidades. Por enquanto, faço uns cursos técnicos para me atualizar no meu trabalho. Talvez faça um EAD na área da empresa em que trabalho também.

Caro leitor, digo a você, especialmente se tem algum problema psiquiátrico e se retraiu por conta disso (como eu também me isolei): dá sim! Você consegue! E se você sofre dores terríveis na coluna, de ter que tomar fortes injeções como eu de tempos em tempos, e não aguenta pegar as conduções para ir e voltar - no EAD não precisa pegar condução! A não ser que o curso exija laboratório, como o meu exigia, claro - neste caso obtenha mais informações sobre o curso desejado diretamente na própria instituição de ensino.

Algumas das ferramentas utilizadas no Ensino a Distância

source: Google Images

Saiba mais sobre EAD neste link: http://eadeducacaoparatodos.blogspot.com.br/ e sobre a UAB neste link: http://www.uab.capes.gov.br/

O mesmo aconteceu com o emprego. Trabalhei como vendedora ambulante muito tempo. Foi de tanto carregar peso nesta época da minha vida que (eu acho) estraguei a coluna. Depois de estudar bastante passei em um concurso público, onde estou até hoje. Mas não é simples - eu tenho que fazer tarefas que não sejam urgentes ou de alta prioridade, por exemplo. Se eu falto para ir ao pronto socorro, como meu chefe fica? E se eu fico internada? Faço tarefas simples e que podem ser realizadas por produção e não por prazo. Mas não foi fácil chegar na fase de hoje; tive ajuda da assistente social, do médico do trabalho, da área de recursos humanos e do meu próprio chefe para chegar neste consenso.

Hoje eu tenho que pagar um trecho do percurso de táxi do meu bolso (por causa da cirurgia na perna) e procuro chegar bem cedo e sem ter pressa para ir embora. Mesmo que a demanda seja baixa, que eu tenha faltado no dia anterior, quero que meu chefe saiba que pode contar comigo apesar dos problemas e que estou à disposição. Também procuro fazer todos os cursos que a empresa oferece de atualização técnica. Outra coisa que faço é manter minha mesa no escritório atualizada com boas gramáticas e dicionários, e compro o meu próprio material de escritório - esta última coisa para dar aquele "toque feminino". Não acho que sou muito caprichosa, mas procuro fazer o meu melhor.

A Escola Virtual da Fundação Bradesco (http://www.ev.org.br/Paginas/Home.aspx) e o site Be-a-Byte (http://www.beabyte.com.br/) são exemplos de lugares onde você pode aperfeiçoar seus conhecimentos sem gastar nada!

O site do Be-a-Byte é especialmente indicado para iniciantes no EAD.

source: alvorea.blogspot.com


Entristeceu-me muito um caso que acompanhei de perto. Ele tem Síndrome de Asperger (mais um rótulo, este em desuso). Ele é epilético. Os pais o criaram numa redoma. Conhecer alguém e namorar parecia um horror para os pais: ele começou a sair de casa, a conviver com outras pessoas sem a presença dos pais por perto, escolheu uma religião, aprendeu a fazer faxina em casa, a guardar as compras do supermercado na geladeira, até o lugar dos talheres na cozinha – tudo era novo para ele! Os pais subestimavam – e subestimam – suas capacidades. Por menos de meia dúzia de pontos não entrou na USP.  Foi fazer uma particular.

Foi quando conheceu a namorada: ele fazia a faculdade e ela o cursinho no mesmo prédio. Fizeram cursos juntos no CIEE, e para minha surpresa não fez estágio – descobri depois que, quando ligavam na casa dele, a mãe dizia que ele já estava trabalhando – por não acreditar que ele era capaz de trabalhar! A namorada o convenceu a fazer inglês – fez quatro anos no Cultura Inglesa. Teve medo do FCE e parou. Depois fizeram curso preparatório para concursos. Ele fez Kumon, completou o curso todinho. Ele tem uma memória excepcional. Se perguntarem a ele o 3º colocado na Copa de 30, ele sabe. Entretanto, para os pais, ele é apenas um epilético com Síndrome de Asperger, incapaz de se cuidar e de tomar decisões.

Todos temos nossas dificuldades, sendo considerados “normais” ou não. Eu não sei mais o que é não sentir dor no corpo todo há mais de três anos – tenho fibromialgia. Muita gente tem e vive assim mesmo. Considero-me com menos problemas do que uma pessoa que mora num barraco, à margem da sociedade e em meio ao lixo, por exemplo. Quer ver vários exemplos de superação? Faça uma visitinha à AACD, ou entidade semelhante, na sua cidade. Não importam os problemas, pense nas soluções que você pode dar a eles! Se estiver com dificuldades, liste tudo num bloco de notas. Peça a opinião de alguém neutro. Pesquise.

Os pais do caso acima não são os únicos a pensarem assim. Quantos anos eu não me autocritiquei por meus problemas psiquiátricos, pela espondilite, pela fibromialgia, etc.? Quantas pessoas não se julgam incapazes por suas limitações? O rapaz do caso acima mesmo não usou o diploma, nem para trabalhar por conta própria. Agora, no segundo semestre, vai voltar para a faculdade e fazer outra graduação. E vejo cada vez mais pessoas com receio de se arriscar, cada vez mais presas a rótulos, se sentindo “especiais” demais para empreenderem na jornada da vida.

Quanto mais NÃOS você pensar em sua cabeça, mais NÃOS irão crescer nela!!!

source: isaias40.wordpress.com

Se eu seguisse todos os conselhos médicos que já ouvi, estaria aposentada antes dos 30 anos de idade. Não vou mentir: sou teimosa. Enquanto eu tiver dois braços e duas pernas, vou tentar trabalhar, evoluir. Também não vou mentir que tem dias que tenho vontade de desistir de tudo. Tem dias que realmente não consigo sair da cama – literalmente – presa por uma lombalgia, ou de fibromialgia, ou pior – as duas juntas. Também já procurei ajuda em hospitais psiquiátricos várias vezes. Tem pessoas que nunca vão te cumprimentar ou te chamar para um almoço por te acharem um ser de outro planeta. Nem todo mundo vai entender os motivos de você faltar e continuar empregado, com tanta gente desempregada no mercado. Mas você tem que fazer valer a pena, ou procurar a sua própria solução - como ter seu próprio negócio ou trabalhar em casa, por produção, sem horário fixo.

Nessas horas de desistência, procuro lembrar-me da minha imagem quando criança, adolescente, sempre muito esforçada e questionadora, esbanjando saúde e com muitos sonhos. Se eu desistir, o que direi para a criança e jovem que fui? Também olho no futuro, para a minha velhice. Ficaria acabada antes do tempo, por falta de estímulos, e pobre (depender do INSS ninguém merece).

Tem uma cena engraçada que eu sempre me lembro, eu vi no programa do Jô Soares anos atrás. Ele entrevistou o Luís Fernando Guimarães e, durante a entrevista, várias “degustações” do seu trabalho foram apresentadas – não só a veia cômica, mais conhecida do público em geral. Entre estas, ele mostrou um exercício muito conhecido por quem estudou teatro – imitar uma garça. Ele se preparou, se posicionou e, quando o Jô Soares disse: “Vai, garça!” – uma garça atravessou o cenário – o próprio Luís Fernando. Idêntico! Resultado de muito treino, claro, fez de forma tão hábil que era a própria garça desfilando.

Não achei a entrevista original, mas ele faz a garça no Jô neste outro vídeo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=EIyoIM0BiNM (mas esta não está tão legal quanto a que eu vi...)

Então, faça como o Luís Fernando: escute a vozinha dentro de você querendo evoluir, crescer na vida, o seu “Vai, garça!” e faça o seu melhor. Como disse um professor do cursinho uma vez para mim, mire na lua. Se você errar, pelo menos estará entre as estrelas.


source: gleidson-melo.blogspot.com


Espero que este post tenha sido útil para você!
Obrigada pela leitura.

Anita

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Médicos de verdade - Um trabalho bem feito pode salvar vidas





Temos que valorizar as pessoas que FAZEM ACONTECER, que não dão "jeitinho" nem "enrolam" no trabalho... e hoje eu quero agradecer aos profissionais de saúde que eu conheci e que muito me ajudaram!
Sabem aqueles médicos (que hoje são a vergonha da classe médica) que não te olham nos olhos quando você entra no consultório, e depois de menos de 5 minutos você já saiu da consulta com 3 exames para fazer e um remedinho? E - pior - os formulários e receitas já estavam preenchidos antes de você entrar, o médico apenas colocou o seu nome neles? :-(

Foi por causa de sem-vergonhas como esses - verdadeira desonra para nós pacientes e para os demais colegas que são MÉDICOS de fato - que eu levei muito tempo para descobrir o que eu tinha realmente, mais ainda para acertar o tratamento, e muuuuito mais para achar alguém em quem eu confiasse para me operar. Então aqui vai meus agradecimentos para os PROFISSIONAIS DE VERDADE que me atenderam bem, nesta busca pela saúde! Eles merecem ser valorizados e indicados para as pessoas que precisam de um profissional de confiança!

Guarde este post com você, se um dia precisar de MÉDICOS de verdade que são HONESTOS em seu trabalho e não um monte de pose disfarçado de grife sem conteúdo, ESTES EU GARANTO que ainda estão na ativa, prestando um serviço digno à população.



* Dr. Tersio Gorrasi, médico do trabalho da empresa onde trabalho - TRANSPETRO - Petrobras Transportes S. A. - depois de eu me afastar várias vezes, com dor crônica, e ter passado em muitos pronto-socorros e pelo menos 4 especialistas sem resultado algum, dr. Térsio foi o PRIMEIRO MÉDICO a ver que NENHUM destes ditos "especialistas" haviam solicitado uma simples Ressonância Magnética da coluna para diagnosticar o problema. ELE MESMO, sem o título de "especialista" em coluna mas com a verdadeira MEDICINA pediu os exames, e foi com a ajuda destes laudos que eu pude começar a minha busca pelo tratamento certo.
Médico especializado em Medicina do Trabalho - sem consultório próprio - contatos:
http://www.cadastronacionalmedico.org/medico/344232-Tersio-Gorrasi.htm
http://br.linkedin.com/pub/tersio-gorrasi/15/5a1/89b



* Dr. Roberto Corrêa de Mendonça, neurocirurgião do Hospital São Camilo Pompéia, que solicitou exames detalhados, tentou tratamentos alternativos à cirurgia antes de optar por ela, e esclareceu todas as minhas dúvidas e as dos meus familiares com relação aos procedimentos cirúrgicos, nos dando mais conforto e segurança na decisão.
http://www.apontador.com.br/local/sp/sao_paulo/medicos_e_consultorios/RJ8M488A/roberto_correa_de_mendonca.html
http://www.saocamilo.com/cliente/busca_medico_espec.asp?especialidade=Neurocirurgia&offset=-1



* Dra. Ana Beatriz de Azevedo, reumatologista do Hospital São Camilo Pompéia, a primeira a descobrir que as intensas dores nas costas e no corpo faziam parte de um quadro de fibromialgia e de possível causa por espondilite anquilosante; faz o tratamento preventivo para retardar o avanço e volta e meia repete os exames para averiguar o estágio da doença - herdada de meu pai, coitado, que morreu sem saber que tinha isso e ficou completamente "duro", com intensa dificuldade até para se sustentar em pé e andar.
http://www.saocamilo.com/cliente/busca_medico_espec.asp?especialidade=Reumatologia

* Dr. Francisco Figueiredo Azuaga, ortopedista do Hospital São Camilo Pompéia, o PRIMEIRO MÉDICO em pronto-socorro (em mais de 3 ANOS de dores intensas) a não permitir que eu tomasse um monte de injeções e voltasse para casa - e o PRIMEIRO MÉDICO a me dizer - com análise das imagens, e não dos laudos das imagens (aháa!) - que o meu problema era MUSCULAR, e não na coluna - portanto nenhum ortopedista resolveria o problema - e me encaminhou para a Dra. Ana Beatriz, sendo atendida por ela NO MESMO DIA, NO MESMO HOSPITAL - me digam quem já conseguiu uma proeza dessas?
http://www.sosmedicosehospitais.com.br/detalhe.aspx?uf=sp&cliente=207223
http://www.saocamilo.com/cliente/busca_medico_espec.asp?especialidade=Ortopedia+%2F+Traumatologia&offset=240



* Dra. Rita Jorge, psiquiatra do CAISM - Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental, projeto ligado à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que me acolheu no Hospital e me deixou em pé novamente, mental e psicologicamente, após eu sofrer agressões físicas quando estava dormindo em casa, sedada sob efeitos de remédios - se eu estou em pé hoje, viva e bem, agradeço mais que tudo a ela, que me salvou de algo que podia ter sido muito pior. Mais do que isso, se preocupou comigo e entrou em contato com a assistente social do convênio que eu tinha na época, pedindo auxílio no meu caso - um médico qualquer teria apenas me medicado e me mandado de volta para casa. Enquanto eu tive aquele convênio - Unimed, excelente - fui atendida exclusivamente por ela.
Sem links de contato - atualmente trabalha no CAISM e na UNIFESP

* Dr. Luiz Guilherme Del Santoro Marques, psiquiatra do Hospital Nossa Senhora do Caminho e que também me atendeu em seu consultório particular por mais de 2 anos, me salvou de um erro médico que quase me levou à morte - erro de medicamentos!!! Erro feito por uma MÉDICA psiquiatra incompetente e que me tirou do trabalho por causa desta CACA, depois de a dra. Rita Jorge me deixar tão bem. E o dr. Luiz Guilherme fez um ótimo trabalho com o meu noivo também - ele é epilético - foi o PRIMEIRO MÉDICO, em mais de 15 anos de tratamento que o meu noivo fazia, a perceber que ele tinha uma atrofia no lobo frontal pela imagem, não estava detectada no laudo! Meu noivo ficou MUITO MELHOR com o tratamento - foi diagnosticada uma depressão grave, e o dr. Luiz Guilherme tratou a depressão em conjunto com a epilepsia.
http://www.hospitaleiras.org/index.php?irmas=Nav/Caminho
link do consultório não disponível

* Dr. Romildo Gerbelli, psiquiatra e psicanalista, que me recuperou de uma crise de abstinência gravíssima dos remédios - pura falta de dinheiro, graças à não-prestação de serviços do INSS - eu faço tratamento até hoje em seu consultório particular! Graças à empresa onde eu trabalho, que paga as consultas - se fosse esperar o INSS me pagar, até hoje, sem tratamento, talvez não tivesse sobrado nenhuma sanidade.
http://www.mdominio.com.br/clinicapsiquiatricadrromildo/index.html
http://www.youtube.com/watch?v=nj7f6l9M2-I

Se precisar entrar em contato com qualquer um destes médicos, selecione o nome completo deles com o mouse e clique com o botão direito em cima da seleção. Escolha a opção "pesquisar no Google" e uma nova janela se abrirá com os links mais recentes deles - atualizando assim o endereço e o telefone do consultório, ou o hospital onde trabalham!

Abraço da
***Anita***

sábado, 14 de agosto de 2010

Medicina e Naturologia


Pelas mãos dos médicos, a maioria de nós chegou ao mundo. Graças aos constantes avanços da medicina, a morte por problemas na gestação e no parto diminuem drasticamente a cada ano.


Venho de uma família onde ninguém acredita na medicina. Sim, acreditem e pasmem, existem muitas famílias assim. Apesar dos avanços da ciência, dos novos tratamentos e métodos de diagnóstico descobertos, e até mesmo dos remédios mais eficazes e menos agressivos que têm sido desenvolvidos, pessoas como alguns parentes meus não confiam em médico nem mesmo quando sofrem acidente (pasmem). Em compensação, são vítimas fáceis de qualquer leréia dita por um suposto "entendido" que descobriu as "maravilhas do Kefir ou da babosa, por exemplo. E, com certeza, você conhece alguém assim. Em geral, são pessoas que já tiveram melhora em algum caso expecífico, e se tornaram místicas. Este artigo é para você que conhece uma destas pessoas e acredita que ainda são flexíveis o suficiente para entender o texto abaixo.


Para aqueles que ainda acham que os médicos não sabem nada.
Sugestão: experimentem prestar o vestibular (só o vestibular, que já é uma prova de fogo para a maioria dos mortais) para medicina, em qualquer federal (soube que o MEC fez as particulares fecharem as portas, com raríssimas exceções).
Depois vocês pensarão se aguentam este conteúdo aqui, que é apenas a parte geral do curso (os primeiros 6 anos). Ou seja, isto é o mínimo que qualquer médico estudou.
http://sistemas2.usp.br/jupiterweb/listarGradeCurricular?codcg=5&codcur=5042&codhab=0&tipo=N
Dependendo do que optarem na especialização (que pode ser qualquer uma, de oftalmologista a neurocirurgião), contem então, no mínimo mais 2 anos de estudo. Em geral, são mais 4 anos.
Ou seja: antes de se tornar médico de fato, o futuro profissional estuda 10 anos. E ainda tem gente que acredita que médico não sabe nada...

Aqui e em qualquer outro lugar do mundo as medicinas alternativas (homeopatia, acupuntura, etc) só têm validade quando praticadas por um MÉDICO! Estas terapias são estudadas APÓS o curso de medicina . São estudadas como Curso de Extensão ou Aprofundamento (variando de 1 a 2 anos cada - o de Homeopatia, por exemplo, dura 2 anos), ou ainda como Pós Graduação (nos EUA, Naturopatia é um curso de Pós Graduação de 4 anos). Por que será???

Porque somente um MÉDICO pode diagnosticar (e responder legalmente por isso) e indicar os tratamentos, sejam eles alternativos ou não! Somente um MÉDICO pode solicitar todos os exames laboratoriais e de diagnóstico por imagem (por exemplo), emitir receitas médicas, fazer laudos, solicitar a internação de um paciente, entre muitas outras coisas! Não é à toa que estes médicos podem sim atender às terapias alternativas, pois já estudaram toda a anatomia humana, suas patologias e a medicina tradicional (portanto sabem o que precisarão evitar ou aproveitar de bom deste tipo de tratamento). E podem realmente ser chamados de MÉDICOS HOMEOPATAS, ORTOMOLECULARES, ACUPUNTURISTAS, etc. Não é qualquer "capiau" que leu um livro de terapia alternativa, ou que fez um cursinho 24h a distância, ou que "acha" que descobriu um tratamento revolucionário, que pode diagnosticar e tratar ninguém!!!

Este chinês "descobriu" um tratamento para dores de estômago que faz arrepiar até os mais durões...

Recentemente, surgiu o curso de Naturologia, que ensina diversas terapias alternativas em uma graduação de 4 anos e meio.  O curso inclui formação prática e teórico-científica em diversas terapias que têm como base a medicina tradicional chinesa e a ayurveda. Na Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, o currículo é composto de técnicas como ioga e meditação, aromaterapia, massoterapia, hidroterapia e iridologia, entre outras; na UNISUL, os alunos aprendem a lidar com aromaterapia, fitoterapia, cromoterapia, reflexoterapia e florais.

Como a UNISUL foi a pioneira a oferecer o curso (já o possui há 12 anos), segue a grade curricular do seu curso aqui:
http://portal2.unisul.br/content/navitacontent_/userFiles/File/cursos/cursos_graduacao/novasgrades/naturologia2004-badreferendum.pdf

A massoterapia (reflexologia vital na ilustração acima) é uma das terapias que costuma trazer muito alívio para as mais diversas dores de seus pacientes; a acupuntura, o moxabustão e a quiropraxia também são bastante procurados para tratamentos da coluna.

Percebem qual a diferença com relação ao curso de Medicina? Este curso de Naturologia aproxima-se mais do curso de Farmácia, como um curso de "Farmácia Natural". São tratamentos alternativos de saúde, mas não ensinam o futuro naturólogo MEDICINA. Se você é saudável, ele pode auxíliá-lo na manutenção da saúde de forma fantástica. Mas ele não sabe (nem pode) diagnosticar as patologias, nem mesmo as comuns de clínica médica, como os diversos tipos de micoses que comumente pegamos em contato público (onicomicose? pitiríase?), quanto mais as específicas, como um tumor no cérebro, por exemplo. Você precisará de um médico devidamente especializado para isso. O que um naturólogo pode oferecer é um REMÉDIO ALTERNATIVO ou TERAPIA ALTERNATIVA aos da FARMÁCIA tradicional, ou ainda, tratamentos alternativos como COMPLEMENTOS a estes tratamentos tradicionais.  Mas não se engane: ele não pode isoladamente fazer o tratamento, por exemplo, de um traumatismo ocular (nem deve!).

Imagens de um cérebro apodrecido por ovos e embriões da tênia (notem os buracos, estrago causado pela doença), causa da cisticercose. Normalmente a pessoa tem mudanças súbitas de comportamento quando atacada por este mal.

Portanto, mesmo que você decida tratar-se então, de algum mal que venha sentindo, com um naturólogo, antes é necessário fazer o diagnóstico correto com um MÉDICO. O Naturólogo não foi educado para diagnosticar ninguém. Como você mesmo viu na grade curricular de sua formação, ele tem uma formação genérica demais para isso. Uma depressão, por exemplo, tanto pode ser uma herança genética como o sintoma de uma outra doença "escondida", que pode ser até cisticercose! Só um especialista (portanto, MÉDICO), após a devida anamnese, poderá diferenciá-la. Mas tendo o diagnóstico em mãos, ele pode sim, ajudá-lo a encontrar soluções alternativas para a recuperação da sua saúde que não sejam a tonelada de antibióticos tradicionais, quando isso é possível. Tratando-se de câncer ou aids, por exemplo, em que é inevitável o coquetel, ele também pode auxiliar no ganho de uma melhor qualidade de vida e saúde durante o tratamento tradicional, usando a terapia alternativa como seu aliado.

Espero ter contribuído para desmistificar ambas as profissões. Ao contrário do que a maioria pensa, a relação entre Médico e Naturólogo deve ser a de simbiose: um precisa do outro. ESCUTE AMBOS COM ATENÇÃO!!! Se o seu médico disser que a única alternativa segura de tratamento para a sua moléstia é o remédio tradicional, considere esta informação. Qualquer tratamento, seja ele qual for, tem seus prós e contras. Seria idiotice morrer porque não quis tomar penicilina. Neste caso, o Naturólogo poderá auxiliar a fortificar o seu organismo na recuperação e a minimizar/suprimir efeitos colaterais indesejáveis.

Fachada da Faculdade de Medicina da USP... Tem vontade de fazer parte da história deste prédio?

Pra quem ainda acha que o médico não sabe nada... vá para a faculdade de medicina e ensine o que acha que está faltando por lá! Prove aos professores o seu ponto de vista. É um desafio. O mundo não precisa de mais um queixoso ou de mais um invejoso. Precisa de pessoas que queiram tornar este planeta um lugar melhor de se viver. Difícil é ter coragem de estudar anatomia em cadáveres (pagos - fazem parte do material escolar!) anos a fio e gastar verdadeiras fortunas em livros e instrumentos antes de encarar plantões estressantes na residência, em hospitais universitários sempre lotados, sabendo que o futuro próximo será também  lotado de noites maldormidas em plantões hospitalares, congressos e simpósios caríssimos (no Brasil giram em torno de R$ 3.000,00 e alguns só acontecem no exterior - dependendo da especialidade) e consultas mal remuneradas, até ter um diploma, depois até ter uma pós, depois até conseguir um reconhecimento no meio social e acadêmico dos seus conhecimentos adquiridos e finalmente poder obter um cargo com salário decente ou um consultório com consultas devidamente remuneradas. E não pára por aí: mesmo depois de estabilizado o médico tem que continuar frequentando os congressos e simpósios de sua especialidade para manter-se atualizado; às vezes comprar um novo livro ou fazer um novo curso de extensão.

Embora a Naturologia seja muito nova como graduação no Brasil, já existem sim pós-graduações e mestrados relacionados à área e congressos e simpósios também têm acontecido por aqui; mas a maior parte dos eventos da medicina oriental (evidentemente) acontecem na China e no Japão. E sim, temos muitos MÉDICOS que já querem trabalhar com uma linha alternativa de tratamento. A ciência já sabe que não tem todas as respostas, e tudo o que possa ajudar é bem vindo. Hoje em dia, até no SUS podemos encontrar MÉDICOS com especialidade em HOMEOPATIA, por exemplo, e o remédio fornecido pelo próprio posto de saúde.




A Homeopatia busca na natureza os seus tratamentos e utiliza doses ínfimas dinamizadas para tratar seus pacientes. Cada paciente possui seu remédio formulado de forma diferente - não existe um mesmo remédio que cure todo mundo do mesmo jeito, embora existam algumas manipulações ditas "emergenciais" que os médicos homeopatas aceitam que sejam usadas em comum se necessário.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Licença Médica parte 2 - INSS


Bem, a parte da licença médica merecia outro comentário a mais, achei que era coisa demais em um post só, então registro aqui meu protesto com relação ao INSS, outro órgão e necessidade que esta cambada de corruptos assumiu "cuidar" para o povo (era Collor fez um dos maiores estragos): a previdência social.

Como a minha coluna travou várias vezes, acabei estourando 15 dias de afastamento em um mês e fui comunicada pela empresa que teria que procurar o INSS para marcar uma perícia antes de voltar ao trabalho. Detalhe: eu tinha ido trabalhar, estava de alta pelo hospital. Tentei marcar pela internet. Exigiam um documento preenchido pela empresa a ser entregue fisicamente no dia da perícia, mas cujos dados eu teria que informar, comprovando já possuír o tal documento, no próprio requerimento da perícia. Pedi ajuda ao RH da empresa. Levou uma semana para ficar de acordo com o exigido. E eu parada em casa! Entrei no site e marquei a perícia. Sabem pra quando tinha opção de data? Um mês depois!!! E somente em duas agências, uma com um endereço totalmente estranho para mim, escolhi a outra que era no Centro. Liguei para a empresa e falei com o RH. Perguntei se não tinha outro jeito. Não tinha. Isso foi em setembro. O RH me entregou o documento em agosto. A perícia foi marcada para 1º de outubro.

No dia seguinte (em agosto), fui cedo na agência do INSS no meu bairro. Tentei negociar: não havia um desistente, uma pessoa que faltou na perícia, um jeto de fazer um encaixe? Nada, ag0ra é tudo "pelo sistema", o atendente abre o mesmo site para marcar a perícia. Detalhe: o INSS só te paga a indenização dos dias parados, depois da tal perícia.

Esperei o dia 1º de outubro e fui para o INSS. Embora a agência tenha o nome do bairro da Liberdade, na verdade é no bairro do Glicério (Pça Nina Rodrigues). As cenas que vi, achei o fim da picada. É uma agência enorme, parece o Poupatempo da Sé lá dentro, de tanta gente. Na entrada, ao invés de ofertas de empresas de xerox e fotos como no Poupatempo, advinhem... várias pessoas tentando ganhar clientes de acidentes trabalhistas!!! Achei isso o fim. "Vem cá, vem cá, vamos conversar! Seu caso é acidente de trabalho?" Um cara que passou mancando não quis parar. "Ah, já sei, você foi problema com o homem da unha, né?" (risadas)

Minha perícia era às 7 e já tinha uma multidão lá. Mas ninguém entrou! Dois funcionários fecharam a entrada e falaram assim mesmo, na maior tranquilidade: "Os médicos resolveram fazer uma reunião para ver se vão atender hoje. Estão pensando em entrar em greve." Fiquei nervosa. Mais de um mês parada, sem salário, e este aí querendo curtir com a minha cara? Olhei em volta. Nenhum cartaz de sindicato, de greve, de nada. Que frescurada é essa? Já não basta a greve dos bancários e dos correios? (Em 1º de outubro, estávamos com as duas greves acontecendo...)

Pois acreditem, chegou o pessoal marcado para a perícia das 8, das 9, e só às 9 e meia informaram que NÃO iam atender. Todo mundo ia ser remarcado! Para 9 de novembro! Ah, essa eu não aguentei, vi que tinha uma mulher que parecia comandar os funcionários e expliquei: estou precisando voltar ao trabalho... estou de alta... não preciso de perícia... só de uma liberação... Nada, ela me disse que só os médicos liberam e eles resolveram entrar em greve!!! Que raiva!!! Não me conformei! Liguei para o meu chefe. Expliquei o que estava acontecendo. Ele também ficou preocupado e me transferiu para o médico do trabalho, para ver se ele podia resolver. Não podia. Estamos na mão do INSS. Mais um mês sem salário. E pior, vou ter que voltar de qualquer maneira no dia 9, quer esses malucos do INSS queiram ou não, senão fico com duas férias vencidas acumuladas na empresa. Tenho que tirar as férias. Ou vou arrumar outra dor de cabeça para quem não merece: a empresa.

OK, devo admitir. Mesmo hoje, minha coluna não está boa. Estou em tratamento. Talvez eu realmente ficasse afastada se a perícia ocorresse no dia seguinte. Estava tudo tão inflamado e travado, que não podia nem ser mexido. Tomei medicação uns tempos. Só agora vai começar a fisioterapia (RPG). Mas isso não omite a responsabilidade de se atender com dignidade o trabalhador e as empresas, que necessitam de seus serviços em um tempo ágil e de forma eficiente. Se eu estivesse com 100% das minhas condições de trabalho, eram 2 meses de prejuízo para a empresa, sem o funcionário. Como não estou, são 2 meses de prejuízo para mim, que estou sem salário! Para que pagamos tantos impostos? Para esta piada???

Já tenho duas sugestões bacanas para ir para o Reino Unido e uma para a Austrália. É de se pensar... Já perdi as esperanças do povo brasileiro acordar e mudar o voto. Se meu noivo topar, em três anos ou menos eu me livro de tudo aqui e vou embora!!!